Roteiro: Marcelo Júnior
Produção e narração: Marcelo Júnior
Edição: Marcelo Júnior


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Roteiro:

Vamos falar de algo que aconteceu no longínquo século XVI (16), durante os primeiros esforços de colonização da América pelos ingleses, a famosa colônia de Roanoke, uma pequena vila de colonização inglesa que, em 1517, simplesmente desapareceu. E não é que encontraram o local destruído ou com vestígios de batalhas, como poderia se pensar de um assentamento que estava em constante batalha com as tribos indígenas nativas, mas não havia nenhum traço de que uma guerra algum dia existira ali: não haviam casas, ou restos de casas, nem corpos, nem trilhas, nem pegadas, nem nenhum sinal de que em algum momento acontecera um confronto ali.

Tudo o que restou foi uma cerca de madeira – que servia como proteção de cidade – circundando um enorme vazio de terra e, dentro dela, um pequeno poste de madeira com uma palavra que até hoje repercute em mistérios e mais mistérios. Documentado e pesquisado por vários historiadores ao longo dos mais de 400 anos de seu desaparecimento, ninguém nunca conseguiu encontrar uma pista sequer que pudesse explicar o destino dos habitantes de Roanoke, tornando esta história um dos casos mais bizarros de toda a colonização Americana.

O mistério de Roanoke começa em 1585, quando o explorador britânico Sir Walter Raleigh estabeleceu o primeiro assentamento britânico na região que hoje é conhecida como o estado da Carolina do Norte. Obrigado a retornar para a Inglaterra no ano seguinte, Walter enviou em 1587 um grupo de homens, mulheres e crianças para o assentamento, com a ideia de povoar aquela região e estabelecer comércio com os habitantes nativos. Para isso ele escolheu John White, um homem de sua confiança, para servir como uma espécie de governador do local.

White se esforçou para criar laços de amizade com as vários tribos indígenas locais e fazer com que a colônia se expandisse, mas o início da guerra entre Inglaterra e Espanha poucos meses depois de chegarem no assentamento pegou os colonistas de surpresa, e eles logo viram os carregamentos de recursos prometidos pela Coroa não serem enviados, deixando o povo de Roanoke passar necessidades. Desesperado pelas dificuldades, White se viu obrigado a deixar a esposa, filha e neta na América, rumando de volta para a Inglaterra para suplicar pelos suprimentos que manteriam o projeto da vila vivo.

A viagem que deveria ser rápida acabou deixando White três anos longe de sua família, devido a um decreto da Rainha Elizabeth que colocou todos os navios ingleses (militares ou não) para uso em combate contra os espanhóis. E, quando finalmente White conseguiu retornar depois de passados três anos, encontrou algo que ele realmente não esperava, a vila de Roanoke havia simplesmente sumido.

Nenhuma pessoa, nenhum animal, nada foi encontrado. Tudo o que havia sobrado era a cerca da cidade, que permanecera intacta, e dentro dela, uma estaca de madeira encravada na terra, com a palavra “Croatoan” escrita nela.

Até hoje, ninguém sabe exatamente o que aconteceu com a vila, mas teorias é o que não faltam. Alguns dizem que a demora no envio dos suprimentos, juntamente com a seca que assolou a região durante aquele tempo, fez com que os habitantes dela a abandonassem e se juntassem com as diversas populações nativas da região, principalmente os Powhatans e os Chowanokes, com que a população de Roanoke já possuía ligações criadas pelo comércio de mercadorias. Outra teoria bem aceita é de que os Croatoans, uma das tribos da região e a única que possuía uma certa hostilidade para com o assentamento. Matou todos os moradores, sumiu com seus corpos, destruiu toda a vila e deixou a placa no centro dela como um aviso.

Outra teoria bem aceita é a de que os conquistadores espanhóis das regiões próximas atacaram e destruíram toda a colônia, afinal, os países estavam em guerra, e esse tipo de ataque era bem comum na época. Mas alguns fatos corroboram para que todas essas teorias sejam ao menos contestadas: se a falta de suprimentos forçou as pessoas a abandonarem a vila, porque não enviou nenhuma mensagem para a Inglaterra explicando o que havia acontecido – afinal, eles estavam ali em missão oficial, tomando uma decisão que contrariava as ordens do chefe, e levando toda a família do próprio junto.

Ou, se foram atacados, seja pelos espanhóis ou pelos nativos, nada explica o fato da cerca de proteção do assentamento estar intacta, sem marcas de machados, espadas, flechas ou de ter sofrido qualquer tipo de golpe. Considerando um assentamento daqueles, a cerca seria a principal forma de proteção de seus habitantes, então qualquer um tentando atacá-los certamente teria que destruí-la antes alcançar seus objetivos.
Hoje, pelas pessoas talvez… Mais ignorantes, ainda surgem novas teorias, como a de extraterrestres pudessem ter abduzido todo o povo da colônia Roanoke.

Por mais que este seja um mistério intrigante e que já tiveram diversos estudos e pesquisas que descobriram vários artefatos interessantíssimos, nunca chegaram perto do verdadeiro acontecimento que assola até hoje a colônia. Será que um dia este mistério ainda será desvendado e tirá a tona o verdadeiro motivo? Talvez não…


Muito obrigado a você que acompanha o Mistérios Literários, espero que tenha gostado do estudo. Muito obrigado pela sua audiência e até o próximo post. Croatoan!

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