Abertura do maior sarcófago de Alexandria

Cidade de Alexandria, no Egito, já foi um porto importante no Mediterrâneo, servindo de entreposto comercial em que circulavam pessoas de diferentes povos e culturas. Fundado em 332 a.C., o local deixa suas marcas na história até hoje: no início de julho, o Ministério de Antiguidades egípcio anunciou a descoberta do maior sarcófago já registrado em Alexandria.

Com 2,65 metros de comprimento, 1,85 metro de altura e 1,65 metro de largura, o sarcófago foi encontrado no distrito de Sidi Gaber enterrado a mais de cinco metros de profundidade. Por ter sido encontrado perto da escultura de uma cabeça esculpida em pedra, acredita-se que tenha sido de alguém importante.

“Esperamos que o sarcófago seja de um dos maiores nobres do período”, disse o chefe de artefatos egípcios do Ministério, Ayman Ashmawy, em entrevista ao jornal The Guardian. “A cabeça provavelmente é de alguém importante de Alexandria. Quando abrirmos o sarcófago, esperamos encontrar objetos intactos que nos ajudarão a identificar essa pessoa e sua posição na sociedade da época.”

Abrir o sarcófago, no entanto, não será uma tarefa fácil: segundo Ashmawy, o achado deve ter em torno de 30 toneladas — só a tampa deve pesar 15 toneladas. “É difícil movê-lo intacto e abri-lo dentro de um museu. É arriscado e precisamos no preparar”, afirmou.

O preparo começa nas próximas semanas, quando uma equipe de engenheiros irá até o local para planejar a logística da abertura do sarcófago. No momento, a ideia é usar máquinas fortes que consigam levantar e segurar a tampa da tumba no próprio local, permitindo que os arqueólogos entrem dentro dela e avaliem quais mistérios se escondem lá dentro.

Essa será a primeira vez que o sarcófago será aberto desde o período ptolomaico, entre 305 a.C. e 30 d.C., quando foi lacrado. Descobertas empolgantes estão por vir.

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