domingo, agosto 19, 2018

Barghest, O Cão Negro da Inglaterra

Olá meus Leitores

Para meu primeiro Post, falarei sobre Barghest (cães negros), são seres espectrais.

Conhecido com cães negros ou cães da caçada selvagem

Eles normalmente têm uma pelugem negras, olhos brilhantes e em posse de uma velocidade é muito grande, seu porte de tamanho são de lobos e seus dentes são muito afiados.

No folclore se conta

”que o Barghest apareceria com a morte de qualquer pessoa notável, seguido por todos os outros cães da região em uma espécie de cortejo fúnebre, uivando e latindo ao longo do caminho. Outro componente do mito afirma que a presença do Barghest nas proximidades da residência de um indivíduo poderia significar a morte iminente do mesmo. Além de utilizar a corriqueira forma de um grande cão negro com olhos em chamas, o Barghest também teria a capacidade de tornar-se invisível e mover-se fazendo um perturbador som de correntes chacoalhadas. Outras formas adotadas pelo Barghest incluiriam: um ser humano sem cabeça, um gato branco, um coelho e até um urso. ”

Eles são comparados com o Cerberus (cão gingante de duas cabeças da mitologia grega)

Tem pessoa que crer que ele tem a missão de pega as almas daquele que está em dívida com alguma entidade superior.

Outros crer que ele é uma forma de pensamento (pensamento negativo que se acumulam e adquiram uma forma física) que se manifesta em cão negro.

Relatos

“Ela e o irmão voltavam da escola no fim da tarde. Eles seguiam pelo caminho de sempre, uma estradinha de terra e cascalho que cortava plantações de soja, pinheiros, eucaliptos e mata nativa. A estrada estava deserta. Quando chegaram ao começo de uma baixada, onde os pinheiros altos e frondosos encobriam a luz crepuscular e deixavam o ambiente carregado de lugubridade, ouviram um ruído vindo de uns arbustos do lado direito. Estacaram. Nada viram. Continuaram. Não deram dez passos quando ouviram outro ruído, agora vindo detrás deles. Pararam e se viraram. Havia um cão negro sentado, a olhar para eles. O animal era desproporcional e medonho. Seu corpo era grande. Sua cabeça era pequena e pontuda. Seus pelos eram compridos e desgrenhados. Sua boca com dentes amarelados estava entreaberta, num esgar macabro. Seus olhos eram vermelhos e vidrados. O sangue dela gelou, um arrepio percorreu sua espinha, sua boca ficou seca. Ela e o irmão trocaram olhares com o cão durante alguns segundos. E durante esse tempo, a brisa que soprava parou, o ar ficou frio subitamente e todo o rumor de grilos, cigarras e outros bichos cessou. Quando a situação chegou ao limite do suportável, o cão fez um meneio com a cabeça, como se dissesse “vão”. O irmão e ela se viraram lentamente e começaram a andar com passos calculados. Após alguns metros, ela olhou por cima do ombro direito. O cão havia desaparecido. Os dois apressaram a marcha. Avistaram a casa onde moravam com os pais e mais dois irmãos menores antes do sol se pôr. Silenciosamente, eles fizeram um pacto para não falar sobre o ocorrido. Durante o jantar, o pai comentou algumas vezes sobre como a noite estava estranha, silenciosa. Terminada a refeição e a arrumação da cozinha, todos foram para a sala para rezar o terço. No meio de uma das orações, um barulho fez todos se sobressaltarem. O crucifixo que ficava acima do móvel da TV tinha caído. Todos acharam estranho, pois não havia corrente de ar. A mãe colocou o crucifixo no lugar e eles continuaram com as orações. Quando finalizaram, foram dormir. Ela acordou com um sussurro em seu ouvido esquerdo. Olhou para o lado onde ficava a cama do irmão. Ele não estava lá. O pequeno relógio que ficava num criado-mudo marcava três horas e estava parado. Um impulso a fez sair da cama e andar pela casa. O silêncio era absoluto. Chegou à cozinha. O relógio que ficava na parede do fogão a lenha também marcava três horas e também estava parado. A porta da área de serviço estava entreaberta. Ela pensou no irmão e saiu. Guiada por uma sensação de angústia, seguiu pelo caminho que levava à área onde ficavam uma pocilga, um curral e um celeiro. O portão do celeiro estava escancarado. Ela entrou. Pés pendiam e balançavam suavemente. Ela olhou para cima. Seu irmão estava enforcado. O choque a fez desabar por dentro. Ficou paralisada. Um vulto a despertou do torpor. O cão negro estava sentado a seu lado. Ele olhava para corpo. De repente, virou a cabeça e a encarou com aqueles olhos vermelhos. Vermelhos e vidrados. “

 

Esse ser espectral tem costume de aparece na quaresma.

GhostMystery
Pesquisador de mitologias e crenças populares.

RECOMENDADO